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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

CBA - Livro de Deuteronômio

Curso Bíblico Apostólico
Livro de Deuteronômio
com Pastor Luciano Batista
Aula ao vivo toda quinta as 20h00
www.youtube.com/iabmaua

Moisés escreveu o livro de Deuteronômio, e este é na verdade uma coleção de seus sermões a Israel pouco antes de atravessarem o Jordão. “Estas são as palavras que Moisés...” (1.1). Outra pessoa (possivelmente Josué) talvez tenha escrito o último capítulo.

Estes sermões foram dados durante o período de 40 dias antes de Israel entrar na Terra Prometida. O primeiro sermão foi proferido no primeiro dia do décimo primeiro mês (1.3), e os israelitas atravessaram o Jordão 70 dias depois, no décimo dia do primeiro mês (Josué 4.19). Subtraia 30 dias de luto após a morte de Moisés (Deuteronômio 34.8) e sobram 40 dias. O ano era 1410 A.C.

Uma nova geração de israelitas estava prestes a entrar na Terra Prometida. Esta multidão não havia experimentado do milagre no Mar Vermelho ou escutado a Lei sendo dada no Sinai, e eles estavam prestes a entrar numa nova terra com muitos perigos e tentações. O livro de Deuteronômio foi dado para lembrá-los da Lei de Deus e do Seu poder.

Versículos-chave:

“Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que eu vos mando” (Deuteronômio 4.2).

“Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te” (Deuteronômio 6.4-7).

“Disse-lhes: Aplicai o vosso coração a todas as palavras que hoje testifico entre vós, para que as recomendeis a vossos filhos, para que tenham cuidado de cumprir todas as palavras desta lei. Porque esta palavra não vos é vã, antes é a vossa vida; e por esta mesma palavra prolongareis os dias na terra a qual, passando o Jordão, ides a possuir” (Deuteronômio 32.46-47).

Os Israelitas são comandados a se lembrarem de quatro coisas: a fidelidade de Deus, a santidade de Deus, as bênçãos de Deus e as advertências de Deus. Os três primeiros capítulos recapitulam a viagem saindo do Egito para a sua localização atual, Moabe. Capítulo 4 é um chamado à obediência, a ser fiel ao Deus que foi fiel a eles.

Capítulos 5 a 26 são uma repetição da lei. Os dez mandamentos, assim como leis sobre sacrifícios e dias especiais e o resto da lei são dados à nova geração. Bênçãos são prometidas aos que obedecem (5.29; 6.17-19, 11.13-15) e fome é prometida àqueles que infringem a lei (11.16-17).

O tema de bênção e maldição continua nos capítulos 27-30. Esta parte do livro termina com uma escolha bem definida que é apresentada a Israel: “... te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição” . O desejo de Deus para o Seu povo encontra-se no que Ele recomenda: “escolhe pois a vida” (30.19).

Nos capítulos finais, Moisés exorta o povo; comissiona aquele que irá substituí-lo, Josué; registra uma canção e dá a bênção final a cada uma das tribos de Israel. Capítulo 34 relata as circunstâncias da morte de Moisés. Ele subiu ao cume de Pisga, onde o Senhor mostrou-lhe a Terra Prometida que ele não poderia entrar. Aos 120 anos, mas ainda com boa visão e força da juventude, Moisés morreu na presença do Senhor. O livro de Deuteronômio termina com um curto obituário sobre este grande profeta.

Muitos temas do Novo Testamento estão presentes no livro de Deuteronômio. O principal deles é a necessidade de manter perfeitamente a Lei Mosaica e a impossibilidade de fazê-lo. Os sacrifícios infindáveis e necessários para a expiação dos pecados do povo – os quais continuamente transgrediam a lei – encontrariam o seu cumprimento final “de uma vez por todas” no sacrifício de Cristo (Hebreus 10.10). Por causa de Sua obra expiatória na cruz, não mais precisaríamos oferecer sacrifícios pelo pecado.

A escolha de Deus dos israelitas como o Seu povo especial prenuncia a Sua escolha daqueles que viriam a crer em Cristo (1 Pedro 2.9). Em Deuteronômio 18.15-19, Moisés profetiza sobre um outro profeta – o maior Profeta de todos, o Messias. Assim como Moisés, Ele iria receber e pregar revelação divina e conduzir o Seu povo (João 6.14; 7.40).

O livro do Deuteronômio ressalta a importância da Palavra de Deus. É uma parte vital da nossa vida. Embora não mais estejamos sob a lei do Velho Testamento, ainda somos responsáveis para nos submeter à vontade de Deus em nossas vidas. Simples obediência traz bênção e pecado tem suas próprias consequências.

Nenhum de nós está “acima da lei”. Moisés, o líder e profeta escolhido por Deus, tinha a obrigação de obedecer. A razão pela qual ele não foi permitido entrar na Terra Prometida foi devido à sua desobediência à ordem clara do Senhor (Números 20.13).

Durante o tempo do Seu teste no deserto, Jesus citou o livro do Deuteronômio três vezes (Mateus 4). Ao fazê-lo, Jesus ilustrou para nós a necessidade de esconder a Palavra de Deus em nossos corações para que não pequemos contra Ele (Salmos 119.11).

Assim como Israel se lembrou da fidelidade de Deus, também devemos fazer o mesmo. A travessia do Mar Vermelho, a presença sagrada no Sinai e a bênção do maná no deserto devem ser um incentivo para nós também. Uma ótima maneira de continuar seguindo adiante é tirar um tempo para olhar para trás e ver o que Deus fez.

Temos também uma bela imagem em Deuteronômio de um Deus amoroso que deseja um relacionamento com Seus filhos. O Senhor aponta o amor como o motivo pelo qual Ele tirou Israel do Egito “com mão poderosa” e os remiu (Deuteronômio 7.7-9). Que coisa maravilhosa ser livre da escravidão do pecado e amado por um Deus todo-poderoso!

Plano de Salvação:

Reconhecendo nosso Deus como único criador do universo podemos então retornar para Ele.
Esse retorno só é possível pela obra redentora que Deus providenciou pela cruz. (Atos 20.28)
Através da sua morte Ele abril uma porta de salvação pelo batismo nas águas EM NOME DE JESUS (Atos 2.28; Romanos 6.1-6).
Agora participantes de sua morte e ressurreição, somos também batizados no Espírito Santo para poder participar de sua vida. (I Coríntios 6.17).

Igreja Apostólica do Brasil
Mauá-SP

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

CBA - Livro de Números

Curso Bíblico Apostólico
Livro de Números
com Pastor Luciano Batista

Aula ao vivo toda quinta as 20h00
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Moisés foi o autor do Livro de Números.
O Livro de Números foi escrito entre 1440 e 1400 AC.


A mensagem do Livro dos Números é universal e eterna. Ela relembra aos crentes da guerra espiritual na qual estão engajados, pois números é o livro do serviço e caminhar do povo de Deus. O Livro de Números essencialmente preenche a lacuna entre os israelitas recebendo a Lei (Êxodo e Levítico) e a sua preparação para entrar na Terra Prometida (Deuteronômio e Josué).

Versículos-chave:

Números 6.24-26: “O SENHOR te abençoe e te guarde; o SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o SENHOR sobre ti levante o rosto e te dê a paz.”

Números 12.6-8: “Então, disse: Ouvi, agora, as minhas palavras; se entre vós há profeta, eu, o SENHOR, em visão a ele, me faço conhecer ou falo com ele em sonhos. Não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a forma do SENHOR; como, pois, não temestes falar contra o meu servo, contra Moisés?”

Números 14.30-34: “...não entrareis na terra a respeito da qual jurei que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num. Mas os vossos filhos, de que dizeis: Por presa serão, farei entrar nela; e eles conhecerão a terra que vós desprezastes. Porém, quanto a vós outros, o vosso cadáver cairá neste deserto. Vossos filhos serão pastores neste deserto quarenta anos e levarão sobre si as vossas infidelidades, até que o vosso cadáver se consuma neste deserto. Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniqüidades quarenta anos e tereis experiência do meu desagrado.”

A maioria dos eventos do Livro de Números se realiza no deserto, principalmente entre o segundo e quadragésimo ano da peregrinação dos israelitas. Os primeiros 25 capítulos do livro relatam as experiências da primeira geração de Israel no deserto, enquanto que o resto do livro descreve as experiências da segunda geração. O tema de obediência e rebelião seguidas de arrependimento e bênção percorrem todo o livro, assim como todo o Antigo Testamento.


O tema da santidade de Deus continua do Livro de Levítico ao Livro de Números, o qual (o livro de Números) revela a instrução e preparação de Deus do Seu povo para entrar na Terra Prometida de Canaã. A importância do Livro dos Números é indicada por ser mencionado no Novo Testamento muitas vezes. O Espírito de Deus chama atenção especial a esse livro em 1 Coríntios 10.1-12. As palavras “estas coisas se tornaram exemplos para nós” se referem ao pecado dos israelitas e ao desagrado de Deus com eles.

Em Romanos 11.22, Paulo fala sobre a “bondade e a severidade de Deus”. Isso, em resumo, é a mensagem de Números. A severidade de Deus é vista na morte da geração rebelde no deserto, aqueles que nunca entraram na Terra Prometida. A bondade de Deus é realizada na nova geração. Deus protegeu, preservou e proveu para essas pessoas até que finalmente possuíram a terra. Isso nos lembra da justiça e do amor de Deus, que sempre estão em harmonia soberana. Descartando a teoria de que na graça podemos fazer o que vem a cabeça.

A exigência de Deus por santidade em seu povo é finalmente e completamente satisfeita no seu Messias, pois Ele veio cumprir a lei em nosso favor (Mateus 5.17). O conceito do Messias prometido permeia por todo o livro. A história no capítulo 19 do sacrifício da novilha vermelha “perfeita, sem defeito” prefigura Cristo, o Cordeiro de Deus sem mancha nem mácula que foi sacrificado por nossos pecados. A imagem da serpente de bronze levantada sobre a haste para proporcionar a cura física (Capítulo 21) também prefigura o levantamento de Cristo, seja na cruz ou no ministério da Palavra, pois quem olha para Ele pela fé espiritual pode ter cura. (João 3.14)

No capítulo 24, o quarto oráculo de Balaão fala da estrela e do cetro que vai surgir de Jacó. Aqui encontra-se uma profecia de Cristo que é chamada de “estrela da manhã” em Apocalipse 22.16 por Sua glória, brilho e esplendor e pela luz que vem por Ele. Ele também pode ser chamado de um cetro, quer dizer, um portador de cetro, por causa de sua realeza. Ele não só tem o nome de um rei, mas tem um reino e reina com um cetro de graça, misericórdia e justiça.

Um dos principais temas teológicos desenvolvidos no Novo Testamento com base no Livro de Números é que o pecado e incredulidade, sobretudo a rebelião, colherão o julgamento de Deus. Primeiro Coríntios capítulo 10 diz especificamente -- e Hebreus 3.7 - 4.13 fortemente implica -- que estes eventos foram escritos como exemplos para os crentes observar e evitar. Nós não devemos cobiçar as “coisas más, como eles cobiçaram” (v. 6), ou ser sexualmente imoral (v. 8), ou colocar Deus à prova (v. 9), ou reclamar e queixar-se (v. 10).

Assim como os israelitas vagaram pelo deserto 40 anos por causa de sua rebelião, assim também Deus às vezes nos permite andar longe dEle e sofrer a solidão e a falta de bênçãos quando nos rebelamos contra Ele. Mas Deus é fiel e justo, e assim como Ele restaurou os israelitas para o seu legítimo lugar no Seu coração, Ele sempre vai restaurar os Cristãos ao lugar de bênção e comunhão íntima com Ele se nos arrependermos e nos voltarmos para Ele (1 João 1.9).

Plano de Salvação:

Reconhecendo nosso Deus como único criador do universo podemos então retornar para Ele.
Esse retorno só é possível pela obra redentora que Deus providenciou pela cruz. (Atos 20.28)
Através da sua morte Ele abril uma porta de salvação pelo batismo nas águas EM NOME DE JESUS (Atos 2.28; Romanos 6.1-6).
Agora participantes de sua morte e ressurreição, somos também batizados no Espírito Santo para poder participar de sua vida. (I Coríntios 6.17).

Igreja Apostólica do Brasil

Mauá-SP

CBA - Livro de Levítico (Vayikra)

Curso Bíblico Apostólico
Livro de Levítico (Vayikra)
com Pastor Luciano Batista

Aula ao vivo toda quinta as 20h00
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Moisés foi o autor do livro de Vayikra (Levítico)
O nome original deste livro é Vayikra que traduzido seria CHAMOU

Como sempre usarei o material teológico para fundo do estudo, mas em todas as aulas presencial eu acrescento informações que não fica em texto. Motivo evitar uma leitura longa.
Mas o livro tradicionalmente tido por sanguinário é na verdade o livro que trata do chamado ao serviço santo. Seria muito bom se os leitores observassem e respeitassem a morte dos animais inocentes.

O Livro do chamado foi escrito entre 1440 e 1400 AC.

Porque os israelitas haviam sido mantidos em cativeiro no Egito durante 400 anos, o conceito de Deus tinha sido distorcido pelos egípcios pagãos e politeístas. O objetivo de Levítico é fornecer instruções e leis para orientar um povo pecador, mas redimido, em seu relacionamento com um Deus santo. Há uma ênfase em Levítico na necessidade de santidade pessoal em resposta a um Deus santo. O pecado deve ser expiado através da oferta de sacrifícios próprios (capítulos 8-10).
Outros temas abordados no livro são dietas (alimentos puros e impuros), o parto e doenças que são cuidadosamente regulamentadas (capítulos 11-15).
O capítulo 16 descreve o Dia da Expiação, neste dia um sacrifício anual é feito pelo pecado cumulativo de todas as pessoas. Além disso, o povo de Deus deve ser discreto na sua vida pessoal, moral e social, em contraste com as práticas atuais e pagãs ao seu redor (capítulos 17-22).

Versículos-chave:

Levítico 1.4: “E porá a mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação.”

Levítico 17.11: “Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida.”

Levítico 19.18: “Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o SENHOR.”

Os capítulos 1-7 esboçam as ofertas exigidas, tanto dos leigos como dos sacerdotes.
Os capítulos 8-10 descrevem a consagração de Arão e seus filhos para o sacerdócio.
Os capítulos 11-16 são as instruções para os vários tipos de impureza.
Nos capítulos finais encontramos as orientações de Deus ao Seu povo para a santidade prática. As festas estabelecidas por Deus, é umas das muitas formas de Deus separar seu povo dos costumas das nações.
Várias festas foram instituídas como adoração do povo ao único Deus de Israel, reunidas e praticadas de acordo com as leis de Deus. Bênçãos ou maldições acompanhariam tanto a obediência quanto o abandono dos mandamentos de Deus (capítulo 26). Os votos para o Senhor são abordados no capítulo 27.

O tema principal de Levítico é a santidade. A exigência de Deus pela santidade do Seu povo baseia-se na Sua própria natureza santa. Um tema correspondente é o de expiação. A santidade deve ser mantida diante de Deus, e ela só pode ser alcançada através de uma adequada expiação.

Grande parte das práticas ritualísticas de adoração retratam de muitas maneiras a pessoa e a obra do Messias. Hebreus 10 nos diz que a Lei Mosaica é “a sombra dos bens vindouros”, pelo qual se entende que os sacrifícios diários oferecidos pelos sacerdotes como substituição pelo pecado do povo eram uma representação do sacrifício final -- Jesus o Cristo, cujo sacrifício seria oferecido de uma vez por todas a favor daqueles que nEle creem. A santidade concedida temporariamente pela Lei seria um dia substituída pela obtenção permanente dessa santidade, quando os Cristãos trocariam o seu pecado pela justiça do Messias (2 Coríntios 5.21).

Deus leva a Sua santidade muito a sério e por isso devemos também. A tendência na igreja pós-moderna é criar Deus em nossa própria imagem, dando-Lhe os atributos que gostaríamos que Ele tivesse em vez daqueles que a Sua Palavra descreve. A santidade absoluta de Deus, o Seu esplendor transcendente e a sua “luz inacessível” (1 Timóteo 6.16) são conceitos estranhos para muitos Cristãos. Somos chamados a caminhar na luz e repudiar a escuridão nas nossas vidas para que possamos ser agradáveis aos Seus olhos. Um Deus santo não pode tolerar o pecado flagrante e desavergonhado em Seu povo e a Sua santidade exige que essa transgressão seja punida. Não devemos de forma alguma ser impertinentes em nossas atitudes para com o pecado ou o ódio de Deus para com ele, nem devemos minimizá-lo de forma alguma.

Louvado seja o Senhor que por causa da morte do seu Messias a nosso favor não mais temos que oferecer sacrifícios de animais. O tema predominante de Levítico é substituição. A morte dos animais era uma penalidade de substituição para aqueles que pecaram. Da mesma forma, mas infinitamente melhor, o sacrifício de Jesus na cruz foi o substituto perfeito e final pelos nossos pecados. Agora podemos estar sem medo diante de um Deus de santidade absoluta porque Ele vê em nós a justiça de Cristo. Arrependa-se e seja batizado em NOME DE JESUS O CRISTO (Atos 2.38)

Igreja Apostólica do Brasil
Mauá-SP

CBA - Livro de Êxodo

Curso Bíblico Apostólico
Livro de Êxodo
com Pastor Luciano Batista

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Moisés foi o autor do Livro de Êxodo (Êxodo 17.14, 24.4-7, 34.27).

O livro de Êxodo foi escrito entre 1440 e 1400 AC.

A palavra “êxodo” significa partida. No tempo definido por Deus, o êxodo dos israelitas do Egito marcou o fim de um período de opressão para os descendentes de Abraão (Gênesis 15.13), e o início do cumprimento da promessa da aliança com Abraão que seus descendentes não só viveriam na Terra Prometida, mas também se multiplicariam e se tornariam uma grande nação (Gênesis 12.1-3, 7). O objetivo desse livro pode ser definido como delinear o crescimento rápido dos descendentes de Jacó, do Egito ao estabelecimento da nação teocrática em sua Terra Prometida.

Versículos-chave:

Êxodo 1.8: “Entrementes, se levantou novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José.”

Êxodo 2.24-25: “Ouvindo Deus o seu gemido, lembrou-se da sua aliança com Abraão, com Isaque e com Jacó. E viu Deus os filhos de Israel e atentou para a sua condição.”

Êxodo 12.27: “Respondereis: É o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo se inclinou e adorou.”

Êxodo 20.2-3: “Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim.”

Êxodo começa onde Gênesis terminou: com Deus lidando com o Seu povo escolhido, os judeus. Esse livro traça os eventos de quando Israel entrou no Egito como convidados de José, que era poderoso no Egito, até quando acabaram sendo libertados da escravidão cruel à qual tinham sido forçados por ... “novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José” (Êxodo 1.8).

Os capítulos 1-14 descrevem as condições de opressão dos judeus sob Faraó, a elevação de Moisés como o seu libertador, as pragas que Deus trouxe sobre o Egito devido à recusa de seu líder de se submeter a Ele e a saída do Egito. A mão soberana e poderosa de Deus é vista nos milagres das pragas - terminando com a praga da morte dos primogênitos e a instituição da primeira Páscoa - na libertação dos israelitas, na abertura do Mar Vermelho e na destruição do exército egípcio.

A parte do meio do livro de Êxodo é dedicada à peregrinação no deserto e à provisão milagrosa de Deus para o Seu povo. Mas apesar de Deus ter providenciado o pão do céu, água doce da amarga, água de uma rocha, vitória sobre aqueles que iriam destruí-los, Sua Lei escrita em tábuas de pedra por Sua própria mão e a Sua presença na forma de nuvem e colunas de fogo, as pessoas continuamente resmungavam e se rebelaram contra Ele.

A terceira parte do livro descreve a construção da Arca da Aliança e o plano para o Tabernáculo com seus vários sacrifícios, altares, mobília, cerimônias e formas de adoração.

Os numerosos sacrifícios exigidos dos israelitas eram um retrato do último sacrifício, o Cordeiro Pascal de Deus, Jesus o Cristo. Na noite da última praga sobre o Egito, um cordeiro sem defeito foi morto e seu sangue aplicado nas ombreiras das casas do povo de Deus, protegendo-os contra o anjo da morte. Este comportamento aponta para Jesus, o Cordeiro de Deus sem mancha ou defeito (1 Pedro 1.19), cujo sangue aplicado a nós garante a vida eterna. Deixado claro que sem a morte do cordeiro e sem que essa morte fosse a marca em suas casas, eles não seriam salvos do anjo da morte.
Da mesma forma quem não receber a morte de Cristo que é o batismo nas águas EM NOME DE JESUS, também não podem fazer parte de sua vida.
 Entre as apresentações simbólicas de Cristo no livro do Êxodo está a história da água da rocha em Êxodo 17.6. Assim como Moisés bateu na rocha para fornecer água que dá vida para o povo beber, assim o Espírito eterno fez sofrer a Rocha da nossa salvação, crucificando-o pelo nosso pecado para que essa Rocha pudesse fornecer o dom da água viva (João 4.10). A provisão do maná no deserto é uma imagem perfeita de Cristo, o Pão da Vida (João 6.48) providenciado pelo Espírito Eterno para nos dar a vida eterna.

A Lei Mosaica foi dada em parte para mostrar à humanidade que eram incapazes de segui-la. Somos incapazes de agradar a Deus através do mantimento da lei; por isso, Paulo nos exorta: “sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado” (Gálatas 2.16).

A provisão de Deus para os Israelitas, da libertação do cativeiro ao maná e peregrinação no deserto, são indícios claros de Sua graciosa provisão para o Seu povo. Deus prometeu suprir todas as nossas necessidades. “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor” (1 Coríntios 1.9).

Devemos confiar no Senhor pois Ele pode nos livrar de qualquer coisa. Entretanto, Deus não permite que o pecado continue impune para sempre. Como resultado, podemos confiar nEle e na Sua vingança e justiça. Quando Deus nos tira de uma situação ruim, não devemos tentar voltar atrás. Quando Deus faz exigências de nós, Ele espera que as obedeçamos, mas ao mesmo tempo Ele dá graça e misericórdia por saber que, sozinhos, não seremos capazes de obedecer totalmente. Mais uma vez louvamos ao Espírito eterno que elaborou um excelente plano de salvação.

Plano de Salvação:

Reconhecendo nosso Deus como único criador do universo podemos então retornar para Ele.
Esse retorno só é possível pela obra redentora que Deus providenciou pela cruz. (Atos 20.28)
Através da sua morte Ele abril uma porta de salvação pelo batismo nas águas EM NOME DE JESUS (Atos 2.28; Romanos 6.1-6).
Agora participantes de sua morte e ressurreição, somos também batizados no Espírito Santo para poder participar de sua vida. (I Coríntios 6.17).

Igreja Apostólica do Brasil
Mauá-SP

CBA - Livro de Gênesis

Curso Bíblico Apostólico
Livro de Gênesis
com Pastor Luciano Batista

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O autor do Livro de Gênesis não é identificado. Tradicionalmente, tem-se sempre achado que o autor foi Moisés. Não há nenhuma razão determinante para negar a autoria mosaica de Gênesis.

O livro de Gênesis não afirma quando foi escrito. A data de sua autoria é provavelmente entre 1440 e 1400 AC, entre o tempo quando Moisés conduziu os israelitas para fora do Egito e a sua morte.

O livro de Gênesis tem sido por vezes chamado de “semente-enredo” de toda a Bíblia. A maioria das principais doutrinas da Bíblia é introduzida de forma “semente” no livro de Gênesis. Junto com a Queda do homem, a promessa de Deus de salvação ou redenção é registrada

E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar (Gênesis 3.15).

As doutrinas da criação, imputação do pecado, justificação, expiação, depravação, ira, graça, soberania, responsabilidade e muitas outras são abordadas neste livro de origens chamado Gênesis.

Muitas das grandes questões da vida são respondidas em Gênesis.
De onde é que eu vim? (Deus nos criou - Gênesis 1.1)
Por que estou aqui? (Nós estamos aqui para ter um relacionamento com Deus - Gênesis 15.6)
Para onde vou? (Temos um destino após a morte - Gênesis 25.8).
Gênesis é atraente ao cientista, ao historiador, ao teólogo, à dona de casa, ao agricultor, ao viajante e ao homem ou mulher de Deus. É um começo adequado para a história de Deus do Seu plano para a humanidade, a Bíblia.

Versículos-chave:

Gênesis 1.1: “No princípio, criou Deus os céus e a terra.”

Gênesis 3.15: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”

Gênesis 12.2-3: “de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.”

Gênesis 50.20: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida.”

O livro de Gênesis pode ser dividido em duas seções: História Primitiva e História Patriarcal.

A História Primitiva registra
Criação (Gênesis 1-2)
A Queda do homem (Gênesis 3-5)
O Dilúvio (Gênesis 6-9)
A Dispersão (Gênesis capítulos 10-11).

A História Patriarcal registra as vidas de quatro grandes homens:
Abraão (Gênesis 12-25.8)
Isaque (Gênesis 21.1-35-29)
Jacó (Gênesis 25.21-50. 14)
José (Gênesis 30.22-50.26).

Deus criou um universo que era bom e livre do pecado. Deus criou o homem para ter um relacionamento pessoal com Ele. Adão e Eva pecaram e, assim, trouxeram o mal e a morte ao mundo. O mal aumentou de forma constante em todo o mundo até que houve apenas uma família em que Deus encontrou algo de bom. Deus enviou o Dilúvio para acabar com o mal, mas salvou Noé, sua família e os animais da Arca. Após o Dilúvio, a humanidade começou novamente a se multiplicar e a se espalhar por todo o mundo.

Deus escolheu Abraão, através de quem Ele criaria um povo escolhido e eventualmente o Messias prometido. A linhagem escolhida foi passada para o filho de Abraão, Isaque, e então ao filho de Isaque, Jacó. Deus mudou o nome de Jacó para Israel, e os seus doze filhos tornaram-se os antepassados das doze tribos de Israel. Em Sua soberania, Deus fez com que o filho de Jacó, José, fosse enviado para o Egito como resultado das ações desprezíveis dos seus irmãos. Este ato, projetado para o mal pela perversidade dos irmãos, foi por Deus destinado para o bem e eventualmente resultou em Jacó e sua família sendo salva por José de uma fome devastadora, pois este havia adquirido grande poder no Egito.

Muitos temas do Novo Testamento têm suas raízes em Gênesis. Jesus Cristo é a Semente da mulher que irá destruir o poder de Satanás (Gênesis 3.15)
Noé e sua família são os primeiros de muitos remanescentes retratados na Bíblia. Apesar de desvantagens esmagadoras e circunstâncias difíceis, Deus sempre preserva um grupo remanescente dos fiéis para Si. Deus promete que um grupo remanescente de judeus um dia receberá o seu verdadeiro Messias (Romanos 11). A fé demonstrada por Abraão seria o dom de Deus e a base de salvação para os judeus e gentios (Efésios 2.8-9, Hebreus 11).

O tema predominante de Gênesis é a existência eterna de Deus e a Sua criação do mundo. Não há nenhum esforço por parte do autor de defender a existência de Deus; ele simplesmente afirma que Deus é, sempre foi e sempre será o Todo-Poderoso sobre todos. Da mesma forma, temos confiança nas verdades de Gênesis, apesar das afirmações daqueles que o negam. Todas as pessoas, independentemente da cultura, nacionalidade ou língua, terão que prestar contas diante do Criador. Não obstante, por causa do pecado, introduzido ao mundo pela Queda, somos separados de Deus. No entanto, através de uma pequena nação, Israel, o plano redentor de Deus para a humanidade foi revelado e feito acessível a todos. Alegramo-nos com esse plano.

Reconhecendo nosso Deus como único criador do universo podemos então retornar para Ele.
Esse retorno só é possível pela obra redentora que Deus providenciou pela cruz. (Atos 20.28)
Através da sua morte Ele abril uma porta de salvação pelo batismo nas águas EM NOME DE JESUS (Atos 2.28; Romanos 6.1-6).
Agora participantes de sua morte e ressurreição, somos também batizados no Espírito Santo para poder participar de sua vida. (I Coríntios 6.17).

Igreja Apostólica do Brasil
Mauá-SP

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

CBA - Curso Bíblico Apostólico com Pastor Luciano Batista

Curso Bíblico Apostólico tem o objetivo de preparar
obreiros para o campo missionário.
Por meio deste trabalho o Pastor Luciano Batista tem
compartilhado muitos conhecimento que a teologia
comum não prega. Confira nosso trabalho assistindo
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