sábado, 30 de maio de 2020

30/05/2020 - SHAVUÔT – A FESTA DAS SEMANAS

Identidade Apostólica

Porque já Paulo tinha determinado passar ao largo de Éfeso, para não gastar tempo na Ásia. Apressava-se, pois, para estar, se lhe fosse possível, em Jerusalém no dia de Pentecostes.
Atos 20.16


Todas as festas bíblicas aponta ao Cristo e não só as festas mas todas alegorias do Antigo Testamento aponta a pessoa do Cristo. Hoje somos chamados de Pentecostais e muitos desconhecem o que é ser pentecostal e menos ainda a festa de pentecoste.
Porém essa festa é uma identidade do povo judeu como o povo que foi tirado do Egito e recebeu a Torá no Sinai
Mas como essa festa pode ser nossa identidade hoje?

Sete semanas de aprendizagem:

01 - A saída do Egito – Nossa saída do mundo de pecado, traz grandes mudanças em nossa conduta, aparência e personalidade

02 - A euforia da liberdade – Quando iniciamos na fé achamos que tudo será fácil e que nunca mais vamos chorar e ter problemas. Mas logo percebemos que não é tão simples assim.

03 - O deserto da realidade – O choque de realidade é como as borboletas o sair do casulo. Um período difícil que ensina muito sobre nossas capacidades

04 - A saudade do cativeiro – Infelizmente muitos que passam pelo choque de realidade, não suporta conviver com uma realidade e preferem voltar para o mundo onde o Faraó é quem dita as regras.

05 - Fugindo de Faraó – Por outro lado os que vence o período de choque, ainda tem que enfrentar a perseguição de Faraó que não desejar abrir mão de seus escravos viciados

06 - A quem servir – Agora livres de Faraó e recém passado pelo choque de realidade podemos, escolher servir ao Deus que nos tirou da terra do Egito ou então viver errantes no deserto sem líder e sem direção.

07 - Identidade Apostólica – Espero que tenha escolhido servir ao verdadeiro e único Deus. Se essa foi a sua escolha, seja bem-vindo a família apostólica

Vamos agora entender mais sobre a festa de Pentecoste e o porque somos pentecostais.


E, cumprindo-se o dia de Pentecostes

E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. Atos 2.1,2


SHAVUÔT – A FESTA DAS SEMANAS

Dentre as festas do calendário bíblico/judaico, SHAVUÔT (semanas em hebraico, ou pentecostes, em grego), é a quarta festa. Vejamos o que diz a palavra em Levítico 23.15-21

v15 - Depois para vós contareis desde o dia seguinte ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão.

v16 - Até ao dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinqüenta dias; então oferecereis nova oferta de alimentos ao Senhor.

v17 - Das vossas habitações trareis dois pães de movimento; de duas dízimas de farinha serão, levedados se cozerão; primícias são ao Senhor.

v18 - Também com o pão oferecereis sete cordeiros sem defeito, de um ano, e um novilho, e dois carneiros; holocausto serão ao Senhor, com a sua oferta de alimentos, e as suas libações, por oferta queimada de cheiro suave ao Senhor.

v19 - Também oferecereis um bode para expiação do pecado, e dois cordeiros de um ano por sacrifício pacífico.

v20 - Então o sacerdote os moverá com o pão das primícias por oferta movida perante o Senhor, com os dois cordeiros; santos serão ao Senhor para uso do sacerdote.

v21 - E naquele mesmo dia apregoareis que tereis santa convocação; nenhum trabalho servil fareis; estatuto perpétuo é em todas as vossas habitações pelas vossas gerações.

É incrível como a Palavra de Deus é complexa e profunda, cheia de detalhes. Na Festa dos Pães Ásimos, Deus mandava contar sete dias até a Festa de das Primícias. Agora, Deus manda o povo judeu contar sete semanas inteiras até que se complete o qüinquagésimo dia, o Dia de Pentecostes. Se prestarmos bem atenção, as festas judaicas representam nossa caminhada de libertação, assim com o povo hebreus caminhou do Egito até o Sinai. Sabemos que todas as Festas falam da pessoa do Messias. Vimos que nas três primeiras Festas, era-nos apresentada a pessoa do Messias ressurreto, ou seja, aquele que ressuscitou dos mortos e agora está vivo. Sua obra redentora está presente em nós. Ele nos resgatou da vida de pecado, tem nos libertado ao longo desta caminhada pelo deserto.

O cumprimento dos dias de Pentecoste deve causar em nos um avivamento muito grande e uma restauração a fé apostólica.

Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel? Atos 1.5,6

Existe a promessa do derramar do Espírito e de ressurreição:

Lemos Ezequiel 37.11-14, 26-28

v11 - Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós mesmos estamos cortados.

v12 - Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.

v13 - E sabereis que eu sou o Senhor, quando eu abrir os vossos sepulcros, e vos fizer subir das vossas sepulturas, ó povo meu.

v14 - E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que eu, o SENHOR, disse isto, e o fiz, diz o SENHOR.

v26 - E farei com eles uma aliança de paz; e será uma aliança perpétua. E os estabelecerei, e os multiplicarei, e porei o meu santuário no meio deles para sempre.

v27 - E o meu tabernáculo estará com eles, e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.

v28 - E os gentios saberão que eu sou o Senhor que santifico a Israel, quando estiver o meu santuário no meio deles para sempre.

Paulo confirma esse evento em Romanos 11.8,15,26,27

v8 - Como está escrito: Deus lhes deu espírito de profundo sono, olhos para não verem, e ouvidos para não ouvirem, até ao dia de hoje.

v15 - Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será a sua admissão, senão a vida dentre os mortos?

v26 - E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades.

v27 - E esta será a minha aliança com eles, Quando eu tirar os seus pecados.



Assim como no Sinai a podemos ver o agir do Espirito de Deus e o recebimento dos mandamentos

João 14.19-21

v19 - Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis.

v20 - Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós.

v21 - Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.

Lemos ainda em Atos 5.31,32

v31 - Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados.

v32 - E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem.

Como definir um pentecostal?

Ele permanece em Jerusalém (Uma igreja ligada a Jerusalém e não a Roma)

Atos 1.4 - E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que, disse ele, de mim ouvistes.


Todos recebem o dom de falar em outras linguás na descida do Espírito Santo

Atos 2.4 - E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

Como fruto de seu arrependimento ele recebe o batismo nas águas em nome de Jesus Cristo

Atos 2.38 - E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo

Todos permanecem na doutrina dos apóstolos e não do sistema religioso

Atos 2.42 - E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.

Espero que essa festa de pentecostes onde passamos todos os 49 dias após a pascoa em uma quarentena onde sentimos em nossa pele os reflexo do deserto e da caminhada solitaria, possa ter criado em você uma armadura e forjado o seu caráter apostólico para que ao chegar me nossa Canaã não tenhamos mais lembranças e nem saudades do Egito.

CBA 005 - Evangelho de João

Evangelho de João

Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. João 1.10-13

Neste evangelho podemos acompanhamos os esforços do apóstolo João em levar a palavra do Senhor para as pessoas num período conturbado, onde os cristãos eram perseguidos e de dúvidas em relação à verdade sobre Jesus Cristo. A autoria do livro é atribuída a João, que se refere a si mesmo como “o discípulo a quem Jesus amava”.
Ao longo dos 21 capítulos podemos conhecer um pouco da história do apóstolo. João era filho de Zebedeu, um homem próspero, e trabalhava como pescador ao lado do irmão, Tiago, antes de se tornar um apóstolo de Jesus.

Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos. João 21.2

E, passando mais adiante, viu outros dois irmãos - Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, no barco com seu pai Zebedeu, consertando as redes; e os chamou. Mateus 4.21

João teve como principal missão apresentar Jesus Cristo como sendo o verbo de Deus assumiu a forma de homem, em outras palavras o Próprio Deus se relacionando como os homens. Observamos que João apresenta Jesus sem genealogia, pois não tem início e nem fim. Tudo isso para que as pessoas viessem a crer nEle como o Salvador, tendo, assim, a vida eterna e o Seu amor.

João revela a divindade de Cristo através de alguns eventos ocorridos: apresenta Cristo desde o princípio (“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. João 1.1); Ao se tornar carne, demonstrando Sua pré-existência; Sua vinda para nos salvar dos nossos pecados e Seu ministério; Sua vida entregue na cruz, Seus feitos por amor a nós e a Sua ressurreição, confirmando que Ele é o nascido de Deus e o verdadeiro Messias.

O apóstolo apresenta também sete dos diversos milagres realizados por Jesus, como:

Água em vinho: João 2.9 - Quando o mestre-sala provou a água tornada em vinho, não sabendo donde era, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água, chamou o mestre-sala ao noivo

Cura do filho do Centurião: João 4.50 - Respondeu-lhe Jesus: Vai, o teu filho vive. E o homem creu na palavra que Jesus lhe dissera, e partiu.

Paralítico de Betesda: João 5.11 - Ele, porém, lhes respondeu: Aquele que me curou, esse mesmo me disse: Toma o teu leito e anda.

Multiplicou o pão e o peixe: João 6.11 - Jesus, então, tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos que estavam reclinados; e de igual modo os peixes, quanto eles queriam.

Andou sobre as águas: João 6.19 - Tendo, pois, remado uns vinte e cinco ou trinta estádios, viram a Jesus andando sobre o mar e aproximando-se do barco; e ficaram atemorizados.

Curou cego de nascença: João 9.11 - Respondeu ele: O homem que se chama Jesus fez lodo, untou-me os olhos, e disse-me: Vai a Siloé e lava-te. Fui, pois, lavei-me, e fiquei vendo.

Ressuscitou a Lázaro: João 11.44 - Saiu o que estivera morto, ligados os pés e as mãos com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o e deixai-o ir.

Portanto, neste livro podemos acompanhar os esforços do apóstolo João para mostrar a todos que esse homem chamado Jesus é Cristo, o Messias prometido e que devemos crer nEle como nosso Salvador.

Veja o que o próprio autor disse sobre seu evangelho:
Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome. João 20.30,31

Versículos-chave:

Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou. João 1.18

Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou. João 8.58

Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. João 13.13

Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? João 14.9

E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu! Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram. João 20.28,29

Seria mesmo João o autor?
Existem muitos que acreditam que esse livro foi escrito por um discípulo, que usou o nome de João, para dar autoridade e credibilidade ao livro. Porém o escrito se identifica como "o discípulo que Jesus amava" (João 21.20-24 ) e por razões tanto históricas quanto internas, acredita-se que esse seja o apóstolo João, uma vez que durante todo o evangelho ele não fala de si mesmo, porém sempre se apresenta como a terceira pessoa. Observe que ele nem cita seu próprio nome “Estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos.” João 21.2

Escrito entre antes do ano 70 dC?
A descoberta de certos fragmentos de papiros em cerca de 135 dC requer que o livro tenha sido escrito, copiado e distribuído antes disso. Enquanto alguns acreditem que tenha sido escrito antes da destruição de Jerusalém (70 AD), 85-90 AD é uma data mais aceita para a sua escrita.

O Evangelho de João seleciona apenas sete milagres como sinais para demonstrar a divindade de Cristo e para ilustrar Seu ministério. Alguns destes sinais e narrações são encontrados apenas em João. O seu livro é o mais teológico dos quatro Evangelhos e muitas vezes ele registra a razão por trás dos eventos mencionados nos outros Evangelhos. Ele compartilha muito sobre o ministério vindouro do Espírito Santo após a ascensão de Jesus. Há certas palavras ou frases que João frequentemente usa e que mostram os temas repetitivos do seu Evangelho: acreditar, testemunha, Consolador, vida - morte, luz - escuridão, eu sou... (como em Jesus é o "Eu Sou") e o amor. Sem falar que a palavra Pai aparece mais de cem vezes, sendo a palavra maus usada no evangelho

O retrato que João expõe de Jesus como o Deus do Antigo Testamento é visto mais enfaticamente nas sete "Eu Sou" declarações de Jesus. Eu sou pão da vida (João 6.35), Eu sou a Luz do mundo (João 8.12), duas das "Eu Sou" declarações se referem a Jesus como o "Bom Pastor" e "Porta das Ovelhas". (João 10.7;11), Eu sou a ressurreição e a vida" (João 11.25), Eu sou o caminho, a verdade e a vida" (João 14.6), Eu sou a videira verdadeira" (João 15.1, 5) e Senhor e Mestre (João 13.13)

Como o evangelho de João mantêm seu foco na divindade de Cristo, e não na humanidade de Cristo como os demais evangelhos, ela acaba ganhando o titulo de evangelho global onde seus ensinos servem para todas as nações. O evangelho de João continua a cumprir o seu objetivo de conter informações muito úteis para a evangelização e é frequentemente utilizado em estudos bíblicos evangelísticos. Nos registrados encontros entre Jesus e Nicodemos e a mulher no poço (capítulos 3-4), podemos aprender muito do modelo de Jesus para o evangelismo pessoal. Suas palavras de consolo aos Seus discípulos antes de Sua morte (14.1-6,16, 16.33) ainda são de grande conforto nas vezes em que a morte clama nossos entes queridos em Cristo, e o mesmo pode ser dito de Sua "oração sacerdotal" pelos crentes no capítulo 17. Esse livro é muito útil na luta contra os falsos ensinos de algumas seitas que enxergam Jesus como sendo um deus inferior ao pai ou membro de uma trindade.
O estudo sobre o evangelho de João é fortemente indicado a todos que estão iniciando nos caminhos do Senhor.

Hoje você encerrou o estudo sobre os quatro evangelhos, e na próxima aula faremos um resumo sobre o que aprendemos até aqui. Obrigado por sua dedicação e empenho em nossas aulas.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

o Deus de Israel diz que odeia o repúdio


“o Deus de Israel diz que odeia o repúdio”
Porque o Senhor, o Deus de Israel diz que odeia o repúdio, e aquele que encobre a violência com a sua roupa, diz o Senhor dos Exércitos; portanto guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais. Malaquias 2.16
O divórcio conforme permitido na Lei Mosaica (cons. Levítico 21.7, 14; 22.13; Números 30.9), por causa da dureza do coração dos israelitas Mateus 19.8; Marcos 10.5), punha em perigo a dignidade das mulheres dentro da teocracia. Por isso, o abuso da permissão foi prevenido, cercando o divórcio de regias técnicas e restrições (Dt. 24.1-4).
Na realidade, o que era obrigatório não era o divórcio, mas (se alguém recorresse ao divórcio) um processo legal que incluía dois elementos:
1) Devia haver motivo sério para o divórcio. O significado exato das palavras coisa indecente (v. 1)
Observe que esse motivo não é adultério, mas sim fornicação. Porque a lei prescrevia para o adultério a pena de morte (Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera. Levítico 20.10)


2) Uma certidão da separação devia ser colocada na mão da mulher para sua subseqüente proteção.
"far-lhe-á uma carta de repúdio, e lha dará na sua mão, e a despedirá da sua casa. Se ela, pois, saindo da sua casa, for e se casar com outro homem" Deuteronômio 24.1,2
O ponto principal desta lei, contudo, era que um homem não poderia tornar a se casar com sua esposa depois do divórcio, caso ela viesse a se casar novamente, mesmo se o seu segundo marido se divorciasse dela ou morresse. Em relação ao primeiro marido, a divorciada casada de novo era considerada contaminada (v. 4). Tal era a anormalidade desta situação, tolerada nos tempos do Velho Testamento, mas revogada por nosso Senhor no interesse do padrão original
Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério. Mateus 19.9
Outras referências: Marcos 10.6-9; cons. Gn. 2.23, 24).
Os apóstolos de Jesus e até mesmo o Apostolo Paulo que não andou com Jesus quando Ele ainda estava em seu ministério terreno disse: Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido. Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher. 1 Coríntios 7.10,11
Lemos também e Romanos 7:
Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido. De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro marido; mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será adúltera, se for de outro marido. Romanos 7.2,3

quarta-feira, 27 de maio de 2020

CBA 004 - Evangelho de Lucas

Evangelho de Lucas

Daremos continuidade a aula de nosso curso CBA, e hoje trataremos sobre o Evangelho de Lucas

Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram, Segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde oprincípio, e foram ministros da palavra, Lucas 1.1,2

Sobre Lucas
Lucas nasceu na Antioqua, na Síria, situada próxima à costa do Mediterrâneo, hoje o sudeste da Turquia, no século I da Era Cristã. Por seus escritos acredita-se que pertencia a uma família culta e abastada. De acordo com a tradição, Lucas tinha talento para a pintura e exercia a profissão de médico. Ele não conheceu Jesus pessoalmente. Ele conheceu o Senhor através dos apóstolos. Ele foi discípulo dos apóstolos de Jerusalém e depois foi discípulo de Paulo.

O evangelho de Lucas não identifica o seu autor. Com base em Lucas 1.1-4 e Atos 1.1-3, é evidente que o mesmo autor escreveu ambos Lucas e Atos, dirigindo os dois ao "excelentíssimo Teófilo", possivelmente um dignitário romano. A tradição desde os primeiros dias da igreja foi que Lucas, um médico e companheiro próximo ao Apóstolo Paulo, escreveu tanto Lucas e Atos

Saúda-vos Lucas, o médico amado, e Demas. Colossenses 4.14

só Lucas está comigo. Toma a Marcos e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério. 2 Timóteo 4.11

Isto faria de Lucas o único gentio a escrever um dos livros da Escritura.

O Evangelho de Lucas foi provavelmente escrito entre 58 e 65 dC.

Assim como os outros dois evangelhos sinóticos, Mateus e Marcos, o propósito deste livro é revelar o Senhor Jesus Cristo e tudo o que Ele "começou a fazer e a ensinar até ao dia em que... foi elevado às alturas" (Atos 1.1-2).

Sinótico é o nome atribuído aos três primeiros evangelhos do Novo Testamento. Isso ocorre pelo fato que os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas possuem uma grande quantidade de histórias em comum, na mesma sequência e, até algumas vezes, utilizando exatamente a mesma estrutura e utilizando as mesmas palavras.

Ou seja, os Evangelhos Sinóticos são chamados dessa maneira por serem semelhantes ou por seu paralelismo, sendo este nome designando os três primeiros evangelhos, porque o evangelho de João não é sinótico, pois este relata a história de Jesus de maneira substancialmente distinta.

O Evangelho de Lucas é único por ser uma narração meticulosa -- uma "exposição em ordem" (também a mim, depois de haver investido tudo cuidadosamente desde o começo, pareceu-me bem, ó excelentíssimo Teófilo, escrever-te uma narração em ordem. Lucas 1.3) compatível com a mente médica de Lucas -- muitas vezes dando detalhes que as outras narrativas omitem. A história de Lucas da vida do Grande Médico enfatiza o seu ministério - e compaixão –aos gentios, samaritanos, mulheres, crianças, cobradores de impostos, pecadores e outros considerados marginalizados em Israel.

Um texto muito importante no evangelho de Lucas é o fato de mencionar o senso de Quirino, esse fato possibilita ter provas históricas sobre o nascimento de Jesus

Este primeiro recenseamento foi feito quando Quirínio era governador da Síria. Lucas 2.2

Porém existem um debate teológico sobre esse evento que diz: Como pode a Bíblia estar correta (no Evangelho Segundo Lucas, capítulo 2, versículo 2) ao afirmar que o grande censo ordenado por César Augusto de Roma no tempo do nascimento de Jesus em cerca de 4-5 a.C. ocorreu "quando Quirino era Governador" se Quirino (or Cyreno) só se tornou governador no ano 6 d.C.?! Não é esse um caso claro de um erro bíblico em matéria de história?

Faremos agora uma análise sobre esse assunto.
Hoje, há inúmeras razões para dar ao médico Lucas o benefício da dúvida. Por várias vezes o médico Lucas provou ser um historiador confiável.
Veja a Web Enciclopédia Bíblica de ChristianAnswers: O que é um censo?
Até hoje, o único censo próximo a esse período sob o governo de Quirino documentado fora da Bíblia é o referido pelo historiador Josefo (Antiguidades XVIII, 26 [ii.1], o qual segundo ele ocorreu em 6 d.C.

Agora observe que Lucas 2.2 diz que o censo ocorrido próximo ao tempo em que José e Maria desceram a Belém foi o primeiro censo ocorrido durante o governo de Quirino sobre a Síria. Isto implica que posteriormente houve um segundo censo provavelmente aquele referido por Josefo o qual o Dr. Lucas certamente também conheceu.

Outro texto e suor que tornou-se grandes gotas de sangue

Então lhe apareceu um anjo do céu, que o confortava. E, posto em agonia, orava mais intensamente; e o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que caíam sobre o chão. Lucas 22.43-44

Encontramos somente no Evangelho de Lucas essa referência onde Jesus em alguns momentos ele antes de ser preso sendo reconfortado por um anjo e também sofrendo de hematidrose que é uma condição médica rara em que uma pessoa pode suar sangue quando submetida a grande estresse físico ou emocional
Esse texto é uma das maiores provas que o escritor seria um médico, devido o cuidado ao mencionar esse evento.

O evangelho de Lucas começa contando-nos sobre os pais de Jesus, o nascimento de seu primo (João Batista), a viagem de José e Maria a Belém, onde Jesus nasceu numa manjedoura, e a genealogia de Cristo através de Maria. O ministério público de Jesus revela a Sua perfeita compaixão e perdão através das narrativas do filho pródigo, do homem rico e Lázaro e do Bom Samaritano. Enquanto muitos acreditam nesse amor sem preconceitos que ultrapassa todos os limites humanos, muitos outros especialmente os líderes religiosos desafiam e opõem-se às reivindicações de Jesus. Os seguidores de Cristo são incentivados a contar o custo do discipulado, enquanto que seus inimigos buscam a Sua morte na cruz. Por fim, Jesus é traído, julgado, condenado e crucificado. Entretanto, a sepultura não pode prendê-lo! Sua ressurreição garante a continuação do seu ministério de buscar e salvar o perdido.

Como um gentio, as referências de Lucas ao Antigo Testamento são relativamente poucas em relação ao evangelho de Mateus, e a maioria das referências do Antigo Testamento estão nas palavras ditas por Jesus em vez de na narração de Lucas. Jesus usou o Antigo Testamento para se defender contra os ataques de Satanás, respondendo-lhe com "Está escrito" (Lucas 4.1-13); para identificar-se como o Messias prometido (Lucas 4.17-21); para lembrar os fariseus de sua incapacidade de manter a lei e da necessidade de um Salvador (Lucas 10.25-28, 18.18-27); e para confundir o seu conhecimento quando tentaram enganá-lo e prová-lo (Lucas 20).

Lucas nos dá um belo retrato do nosso Salvador compassivo. Jesus não se sentia "incomodado" pelos pobres e necessitados, na verdade, eles eram o foco principal de Seu ministério. Nos tempos de Jesus, Israel era uma sociedade muito consciente de suas classes sociais. Os fracos e oprimidos eram literalmente impotentes para melhorar sua sorte na vida e estavam especialmente abertos à mensagem de que "a vós outros está próximo o reino de Deus" (Lucas 10.9). Esta é uma mensagem que devemos levar para aqueles ao nosso redor que desesperadamente precisam ouvi-la. Até mesmo em países relativamente ricos, talvez especialmente por isso, a necessidade espiritual é tremenda. Os cristãos devem seguir o exemplo de Jesus e levar as boas novas da salvação para os espiritualmente pobres e necessitados. O reino de Deus está próximo e o tempo fica cada vez mais curto a cada dia.

Aprendemos com Lucas, que não precisamos ser judeus para ser representantes oficiais de Cristo. Mesmo sendo gentio e contribuiu com a propagação do evangelho após estudar (Investigar) a vida de Jesus através dos apóstolos e discípulos que foram testemunhas oculares deste fato.

segunda-feira, 25 de maio de 2020

CBA/03 - Evangelho de Marcos


Evangelho de Marcos

A vossa co-eleita em Babilônia vos saúda, como também meu filho Marcos. 1 Pedro 5.13

Hoje nós iremos conhecer e entender a respeito do Evangelho de Marcos que é considerado pela grande parte dos acadêmicos como sendo o evangelho mais antigo que dos escritos canônicos do novo testamento
Boa parte dos acadêmicos considera que de fato uma das principais fontes para nós entendemos sobre o Jesus de Nazaré histórico se encontra no evangelho de Marcos e que este É de fato o evangelho mais antigo algumas pessoas

Embora o Evangelho de Marcos não identifique o seu autor, os pais da igreja primitiva concordam por unanimidade que Marcos foi o autor. Ele era um associado do Apóstolo Pedro e evidentemente o seu filho espiritual (1 Pedro 5.13). De Pedro ele recebeu informações de primeira mão dos acontecimentos e ensinamentos do Senhor, e preservou essas informações em forma escrita.

É geralmente aceito que Marcos é o João Marcos do Novo Testamento (Depois de assim refletir foi à casa de Maria, mãe de João, que tem por sobrenome Marcos, onde muitas pessoas estavam reunidas e oravam. Atos 12.12). Sua mãe era uma Cristã rica e proeminente na igreja de Jerusalém e a igreja provavelmente se reunia em sua casa. Marcos se juntou a Paulo e Barnabé em sua primeira viagem missionária, mas não na segunda por causa de um forte desentendimento entre os dois homens (Ora, Barnabé queria que levassem também a João, chamado Marcos. Mas a Paulo não parecia razoável que tomassem consigo aquele que desde a Panfília se tinha apartado deles e não os tinha acompanhado no trabalho. Atos 15.37-38). No entanto, perto do final da vida de Paulo ele pediu a Marcos para ficar com ele (só Lucas está comigo. Toma a Marcos e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério. 2 Timóteo 4.11).

O Evangelho de Marcos foi provavelmente um dos primeiros livros escritos no Novo Testamento, provavelmente em 57-60 dC.

Embora Mateus tenha sido escrito principalmente para seus irmãos judeus, o Evangelho de Marcos parece ser direcionado aos crentes romanos, particularmente os gentios. Marcos escreveu como um pastor para os cristãos que já tinham ouvido e acreditado no Evangelho. Ele desejava que eles tivessem uma narrativa biográfica de Jesus Cristo como Servo do Senhor e Salvador do mundo a fim de fortalecer a sua fé diante da perseguição severa e ensinar-lhes o que significava ser Seus discípulos. Ele organizou bem sua carta para que os leitores entendessem a cronologia de Cristo

Marcos 1.11: “Então, foi ouvida uma voz dos céus: Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.”

Marcos 10.45: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.”

Marcos 12.33: “...e que amar a Deus de todo o coração e de todo o entendimento e de toda a força, e amar ao próximo como a si mesmo excede a todos os holocaustos e sacrifícios.”

Marcos 16.6: “Ele, porém, lhes disse: Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está mais aqui; vede o lugar onde o tinham posto.”

Este evangelho é único porque ele enfatiza as ações de Jesus mais do que Seus ensinamentos. É escrito de forma simples, movendo-se rapidamente de um episódio da vida de Cristo para outro. Ele não começa com uma genealogia como em Mateus porque os gentios não estariam interessados em Sua linhagem. Após a apresentação de Jesus no Seu batismo, Jesus começou Seu ministério público na Galileia e chamou os primeiros quatro de Seus doze discípulos. O que se segue é o registro da morte, vida e ressurreição de Jesus.

O relato de Marcos não é apenas uma coleção de histórias, mas uma narrativa escrita para revelar que Jesus era o Messias, não só para os judeus, mas para os gentios também. Em uma profissão dinâmica, os discípulos, liderados por Pedro, assumiram a sua fé nEle (Então lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo. E ordenou-lhes Jesus que a ninguém dissessem aquilo a respeito dele. Marcos 8.29-30), embora não tenham compreendido plenamente Sua messianidade até depois da Sua ressurreição.

Ao seguirmos Suas viagens pela Galileia, áreas circundantes e então para a Judeia, percebemos quão rápido o ritmo foi estabelecido. Ele tocou a vida de muitas pessoas, mas deixou uma marca indelével em seus discípulos. Na transfiguração (Marcos 9_1-9), Ele deu a três deles uma visualização do Seu retorno futuro em poder e glória, e mais uma vez lhes foi revelado quem Ele era.

No entanto, nos dias que antecederam a Sua última viagem a Jerusalém, vemo-los desnorteados, com medo e duvidando. Quando Jesus foi preso, Ele ficou sozinho depois que todos fugiram. Nas horas seguintes, durante os julgamentos simulados, Jesus proclamou ousadamente que Ele era o Cristo e que Ele seria vitorioso em Sua volta (Marcos 14.61-62). Os eventos climáticos em torno da crucificação, morte, sepultamento e ressurreição não foram testemunhados pela maioria de Seus discípulos. Entretanto, várias mulheres fiéis testemunharam a Sua paixão. Depois do sábado, no início da manhã do primeiro dia da semana, elas foram ao sepulcro com especiarias de enterro. Quando viram que a pedra tinha sido movida, elas entraram no túmulo. Não foi o corpo de Jesus que viram, mas um anjo vestido de branco. A mensagem de alegria que receberam foi: "Ele ressuscitou!" As mulheres foram as primeiras evangelistas por espalharem a boa nova da Sua ressurreição. Esta mesma mensagem tem sido transmitida para todo o mundo nos séculos seguintes até nós hoje.

Como o público-alvo de Marcos era os gentios, ele não cita o Antigo Testamento com a mesma frequência que Mateus, o qual escreveu principalmente para os judeus. Ele não começa com uma genealogia para ligar Jesus aos patriarcas judeus, mas começa ao invés com o Seu batismo, o início de Seu ministério terrestre. Mas mesmo aí, Marcos cita uma profecia do Antigo Testamento sobre o mensageiro, João Batista, o qual exortaria o povo para "preparar o caminho para o Senhor" (voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas; Marcos 1.3

Eis a voz do que clama: Preparai no deserto o caminho do Senhor; endireitai no ermo uma estrada para o nosso Deus. Isaías 40.3

Enquanto aguardavam a vinda do seu Messias.

Jesus faz referência ao Antigo Testamento em várias passagens em Marcos. Em "Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim; Marcos 7.6" Jesus repreende os fariseus por sua adoração superficial de Deus com os lábios, enquanto seus corações estavam longe dEle, e se refere ao seu próprio profeta, Isaías, para condená-los de sua dureza de coração (Por isso o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas tem afastado para longe de mim o seu coração, e o seu temor para comigo consiste em mandamentos de homens, aprendidos de cor; Isaías 29.13). Jesus se referiu a uma profecia do Antigo Testamento que era para ser cumprida naquela mesma noite, enquanto os discípulos seriam espalhados como ovelhas sem pastor quando Jesus foi preso e condenado à morte (Marcos 14.27; Zacarias 13.7). Jesus referiu-se novamente a Isaías quando purificou o Templo dos cambistas (Marcos 11.15-17, Isaías 56.7, Jeremias 7.11) e então aos Salmos quando Ele explicou que era a pedra angular da nossa fé e da Igreja (Marcos 12.10-11; Salmo 118.22-23).

Marcos apresenta Jesus como o Servo sofredor de Deus (Marcos 10.45) e como Aquele que veio para servir e sacrificar-se por nós, em parte para nos inspirar a fazer o mesmo. Devemos servir como Ele serviu, com a mesma grandeza de humildade e dedicação ao serviço dos outros. Jesus exortou-nos a lembrar que para ser grande no reino de Deus, devemos ser o servo de todos (Marcos 10.44). O auto-sacrifício deve transcender a nossa necessidade de reconhecimento ou recompensa, assim como Jesus estava disposto a ser humilhado ao oferecer a Sua vida pelas ovelhas.

sexta-feira, 22 de maio de 2020

CBA - Aula 02 Evangelho de Mateus


Saudações apostólicas
Prezados alunos vamos a nossa aula 002 do CBA

Hoje falaremos sobre o evangelho de Mateus

Este Evangelho é conhecido como o Evangelho de Mateus porque foi escrito pelo apóstolo do mesmo nome. O estilo do livro é exatamente o que seria esperado de um homem que já foi um cobrador de impostos. Mateus tem um grande interesse em contabilidade

Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos; E, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos; Mateus 18.23,24

Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens. E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe. Mateus 25.14,15

O livro é muito ordenado e conciso. Ao invés de escrever em ordem cronológica, Mateus organiza este Evangelho através de seis discursos. Existem livros apócrifos que comentar sobre a organização de Mateus em seus escritos.

Como cobrador de impostos, Mateus tinha uma habilidade que torna seus escritos ainda mais emocionantes para os cristãos. Esperava-se que os coletores de impostos fossem capazes de escrever em uma forma de taquigrafia, o que essencialmente significa que Mateus podia gravar as palavras de uma pessoa à medida que falavam, palavra por palavra. Essa capacidade significa que as palavras de Mateus não são apenas inspiradas pelo Espírito Santo, mas devem representar uma transcrição real de alguns dos sermões de Cristo. Por exemplo, o Sermão da Montanha, como registrado nos capítulos 5-7, é quase certamente uma gravação perfeita daquela grande mensagem.

Mateus escreveu este livro no início do período da igreja, provavelmente por volta de 50 dC. Essa foi uma época em que a maioria dos cristãos eram judeus convertidos, assim, o foco de Mateus na perspectiva judaica neste evangelho é compreensível.

Os primeiros Cristão não judeus foram os da casa de Cornélio, sendo assim todos os membros da igreja eram judeus e alguns samaritanos que eram meio judeus (Assunto para outra aula).

E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus. Atos 10.44-46

Mateus em seu evangelho tem a intenção de provar aos judeus que Jesus Cristo é o Messias prometido. Mais do que qualquer outro evangelho, Mateus cita o Antigo Testamento para mostrar como Jesus cumpriu as palavras dos profetas judeus. Mateus descreve em detalhes a linhagem de Jesus desde Davi e usa muitas expressões familiares aos judeus. O amor e preocupação de Mateus por seu povo é visível através de sua abordagem minuciosa de contar a história do evangelho.

Mateus 5.17: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.”

Mateus 6.9-13: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal {pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém}!”

Mateus 22.37-40: “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.”

Mateus 27.31: “Depois de o terem escarnecido, despiram-lhe o manto e o vestiram com as suas próprias vestes. Em seguida, o levaram para ser crucificado.”

Mateus discute a linhagem, nascimento e início da vida de Cristo nos dois primeiros capítulos. Daí, o livro discute o ministério de Jesus. As descrições dos ensinamentos de Cristo estão organizadas na forma de "discursos", como o Sermão da Montanha nos capítulos 5 a 7. Capítulo 10 envolve a missão e propósito dos discípulos; capítulo 13 é uma coleção de parábolas, capítulo 18 discute a igreja, capítulo 23, começa um discurso sobre hipocrisia e o futuro. Os capítulos 21 a 27 discutem a prisão, tortura e execução de Jesus. O capítulo final descreve a ressurreição e a Grande Comissão.

Como o objetivo de Mateus é apresentar Jesus Cristo como Rei e Messias de Israel, ele cita o Antigo Testamento mais do que os outros três escritores dos evangelhos. Mateus cita mais de 60 vezes passagens proféticas do Antigo Testamento, demonstrando como Jesus as cumpriu. Ele começa seu evangelho com a genealogia de Jesus, traçando sua linhagem até Abraão, o progenitor dos judeus. De lá, Mateus cita extensivamente os profetas, muitas vezes utilizando a frase "como foi dito pelo (s) profeta (s)" (Mateus 1.22-23, 2.5-6, 2.15, 4.13-16, 8.16-17, 13.35, 21.4-5). Estes versículos referem-se às profecias do Antigo Testamento acerca do Seu nascimento virginal (Isaías 7.14) em Belém (Miqueias 5.2), Seu retorno do Egito após a morte de Herodes (Oseias 11.1), Seu ministério aos gentios (Isaías 9.1-2; 60.1-3), Suas curas milagrosas do corpo e alma (Isaías 53.4), Suas lições na forma de parábolas (Salmos 78.2) e Sua entrada triunfal em Jerusalém (Zacarias 9.9).

O Evangelho de Mateus é uma excelente introdução aos ensinamentos fundamentais do Cristianismo. O estilo lógico do esquema facilita a localização das discussões de vários temas. Mateus é especialmente útil para a compreensão de como a vida de Cristo foi o cumprimento das profecias do Antigo Testamento.

Seus compatriotas judeus eram a audiência a quem se dirigia Mateus e muitos deles -- especialmente os fariseus e saduceus -- teimosamente recusaram-se a aceitar Jesus como seu Messias. Apesar de séculos lendo e estudando o Antigo Testamento, seus olhos estavam cegos para a verdade de quem era Jesus. Jesus os repreendeu por seus corações duros e sua recusa em reconhecer Aquele por quem supostamente estavam aguardando (João 5.38-40). Eles queriam um Messias em seus próprios termos, uma pessoa que cumprisse os seus próprios desejos e fizesse o que eles quisessem. Quantas vezes buscamos a Deus em nossos próprios termos? Não o rejeitamos quando lhe atribuímos apenas os atributos que consideramos aceitáveis, aqueles que nos fazem sentir bem -- Seu amor, misericórdia, graça -- enquanto rejeitamos aqueles que consideramos ofensivos -- Sua raiva, justiça e ira santa? Que não nos atrevamos a cometer o erro dos fariseus, criando Deus em nossa própria imagem e em seguida esperar que Ele viva de acordo com nossos padrões. Tal deus é nada mais do que um ídolo. A Bíblia nos dá informação mais do que suficiente sobre a verdadeira natureza e identidade de Jesus o Cristo para justificar a nossa adoração e a nossa obediência.

Aprendemos então que o livro de Mateus mantém um dialética com os judeus sobre a identidade de Cristo e sua missão.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

CBA - A Bíblia


Curso Bíblico Apostólico
por Pastor Luciano Batista

O Curso CBA (Curso Bíblico Apostólico) tem o objetivo de exposição dos livros da Bíblia. Editado pelo Pastor Luciano Batista esse curso é fornecido com a base de uma aula por semana. Nossas expectativas com esse curso é capacitar nossos membros para defender e expor a sua fé, mesmo no início de sua jornada.

Seja bem-vindo ao nosso CBA e vamos a primeira aula: Conhecendo à Bíblia.

01 Conhecendo à Bíblia
“Jesus, porém, lhes respondeu: Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus” Mateus 22.29

A Bíblia é composta de duas alianças a qual chamamos de Testamentos, formada por 66 livros, sendo 39 no Velho Testamento e 27 no Novo Testamento. Os livros da Bíblia foram escritos por cerca de 40 homens diferentes durante um período de cerca de 1500 anos. 
Deus é o autor “inspirador” da Bíblia. Deus “soprou” a Sua Palavra e usou os profetas e apóstolos para escrevê-la.

Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra. 2 Timóteo 3.16,17

Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo. 2 Pedro 1.20,21

O Antigo Testamento é dividido em cinco seções:

01 Pentateuco (05): Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio

02 Livros históricos (12): Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias e Ester

03 Livros poéticos (05): Jó, Salmos, Eclesiastes, Provérbios e Cântico dos Cânticos

04 Profetas Maiores (05): Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel

05 Profetas Menores (12): Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias

O Antigo Testamento foi escrito aproximadamente entre 1400 AC e 400 AC. Grande maioria do Antigo Testamento foi escrito em hebraico, com algumas seções pequenas escritas em aramaico (essencialmente uma variação do hebraico).

O Antigo Testamento trata basicamente da relação entre Deus e a nação de Israel. O Pentateuco lida com a criação de Israel e com Deus estabelecendo a sua aliança com Israel. Os livros históricos registram a história de Israel, suas vitórias e sucessos, assim como suas derrotas e fracassos. Os livros poéticos nos permitem uma olhada mais íntima no relacionamento de Deus com Israel e o Seu grande desejo para que essa nação O adorasse e obedecesse. Os livros proféticos são o chamado de Deus para que Israel se arrependesse de sua idolatria e infidelidade e restaurasse o seu relacionamento de obediência e fidelidade espiritual. 

O Novo Testamento é dividido cinco partes:

01 Evangelhos (04): Mateus, Marcos, Lucas, João

02 Histórico (01): Atos

03 Epístolas Paulinas (13): Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito, e Filemom

04 Epístolas Gerais (08): Hebreus, Tiago, I e II Pedro, I, II e III João, Judas

05 Profecia (01): Apocalipse

O Novo Testamento foi escrito aproximadamente entre 45 DC e 95 DC em grego koiné (grego comum, a forma cotidiana da língua grega do primeiro século DC). 

Os Evangelhos nos dão quatro narrativas diferentes, mas não conflitantes, do nascimento, vida, ministério, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Os Evangelhos mostram como Jesus era o Messias prometido do Antigo Testamento e estabelecem as bases para o ensino do resto do Novo Testamento. O livro de Atos registra as obras dos apóstolos de Jesus, os homens que Jesus enviou ao mundo para proclamar o Evangelho da salvação. Atos nos fala do início da igreja e do seu rápido crescimento no primeiro século DC. As Epístolas Paulinas, escritas pelo apóstolo Paulo, são cartas para as igrejas onde ensinam a doutrina Cristã oficial. As Epístolas Gerais complementam as Epístolas Paulinas com ensino e aplicação suplementares. O livro do Apocalipse trata da atual situação da igreja e mostra qual será o fim da igreja fiel e infiel como também o julgamento de todo o mundo.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

14/05/2020 - Jesus não batizava - PLB

Jesus não batizava
por Pastor Luciano Batista

E quando o Senhor entendeu que os fariseus tinham ouvido que Jesus fazia e batizava mais discípulos do que João (Ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos), Deixou a Judéia, e foi outra vez para a Galiléia. João 4.1-3

 O significado da palavra baptizo no grego é, essencialmente, "mergulhar" ou "imergir", não aspergir, 

Mikvá ou mikvé (em hebraico מִקְוָה) é o nome dado à imersão ritual em água utilizada no judaísmo. Geralmente é utilizado para purificação da mulher após a menstruação e o nascimento de um filho, e também é requerido aos que se convertem ao judaísmo. A imersão no mikvé é também praticada pelos homens antes do Yom Kippur e, em algumas comunidades, assume-se como um ritual semanal antes do Shabbat.

Aprendemos no livro de Levítico sobre a importância e necessidade de banhar o corpo com água. Esse ritual era somente usado para purificação e tinha varias forma de ser realizado por varias religiões, porém dentro do judiamos também encontramos varias formas de realizar essa cerimonia ou tradição.

Em um tanque especial com a presença do sacerdote ou profeta
Em um rio realizado na presença do sacerdote ou profeta
Em sua própria casa realizado sob a ordem do sacerdote ou profeta

Confira a importância de uma autoridade no ato do batismo: E este é o testemunho de João, quando os judeus mandaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu? E confessou, e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo. E perguntaram-lhe: Então quê? És tu Elias? E disse: Não sou. És tu profeta? E respondeu: Não. Disseram-lhe pois: Quem és? para que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes de ti mesmo? Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías. E os que tinham sido enviados eram dos fariseus. E perguntaram-lhe, e disseram-lhe: Por que batizas, pois, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta? João 1.19-25 

Sendo assim podemos entender claramente o porque o discípulos de Jesus realizava batismo para os novos seguidores de Cristo, para que entenda que todo novo membro precisa passar pela purificação ou pela cerimonia de iniciação.

Entendo agora essa passagem podemos na cerimonia do batismo e na sua importância hoje..


Antes de tudo temos que entender que o batismo é uma ordem de Jesus para todos que crer e decidir obedecer a palavra de Deus. Assim o batismo passou a ser um elemento para a salvação e não somente uma cerimonia de iniciação. 

 E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. Mateus 28.18-20

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. Marcos 16.15,16

Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus, e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres. E creu até o próprio Simão; e, sendo batizado, ficou de contínuo com Filipe; e, vendo os sinais e as grandes maravilhas que se faziam, estava atônito. Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João. Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus). Atos 8.12-16

Estando ciente da ordem do batismo nas águas, podemos entender a sua importância. E sabemos que além da inicialização o batismo sempre teve a importância na purificação de nossos pecados

Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. E destas coisas sois vós testemunhas. Lucas 24.45-48

E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, homens irmãos? E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar. Atos 2.37-39

Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição; Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. Romanos 6.3-6

E um certo Ananias, homem piedoso conforme a lei, que tinha bom testemunho de todos os judeus que ali moravam, Vindo ter comigo, e apresentando-se, disse-me: Saulo, irmão, recobra a vista. E naquela mesma hora o vi. E ele disse: O Deus de nossos pais de antemão te designou para que conheças a sua vontade, e vejas aquele Justo e ouças a voz da sua boca. Porque hás de ser sua testemunha para com todos os homens do que tens visto e ouvido. E agora por que te deténs? Levanta-te, e batiza-te, e lava os teus pecados, invocando o nome do Senhor. Atos 22.12-16  

Além de perdão dos pecados o batismo também traz promessas a todos que são batizados.

E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali alguns discípulos, Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João. Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo de arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam. Atos 19.1-6

Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa. Gálatas 3.26-29

Sendo então uma ordem de Jesus, e importante para iniciação, para perdão dos pecados, para cumprimento das promessas, porque você ainda não obedeceu essa palavra de Deus?

Respondeu, então, Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo? E mandou que fossem batizados em nome do Senhor. Então rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias. Atos 10.47,48

Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Está Cristo dividido? foi Paulo crucificado por vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo? 1 Coríntios 1.12,13

A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração. E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai. Colossenses 3.16,17

Seria muito inteligente de sua parte ao termino deste estudo, você procurar um Pastor Apostólico e receber o batismo em nome de Jesus Cristo. O único batismo com validade na bíblia.